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Distrofia muscular: Você pode vencer e ter saúde!

Você alguma vez já parou para se perguntar quais as funções dos seus músculos?

Como seria a sua vida se o tecido muscular não existisse…

Ou então se ele não desempenhasse suas atividades corretamente?

As células que compõem o tecido muscular são chamadas de fibras musculares e possuem a função de contrair e alongar, permitindo diversos movimentos do corpo.

Eles se classificam em 3 tipos:

  • Tecido muscular liso.
  • Tecido muscular estriado esquelético.
  • Tecido muscular estriado cardíaco.

O tecido muscular estriado esquelético é o responsável pelos movimentos do corpo.

E se por uma falha seu corpo não se desenvolve ou enfraquecesse essa musculatura?

Conhecida como distrofia muscular, se trata de uma patologia de ordem genética que causa justamente isso, o enfraquecimento dos músculos que controlam os movimentos.

Para entender mais sobre a doença acompanhe aqui todos os detalhes.

O que a distrofia muscular

As distrofias musculares, no plural, constituem um grupo de mais de 30 doenças ligada a uma falha no cromossomo x e atingem os músculos provocando a sua degeneração progressiva.

Essa falha provoca baixa ou até mesma nenhuma produção de proteínas que são essenciais ao desenvolvimento da musculatura. Algumas mulheres possuem a deficiência, mas não manifestam os sintomas, enquanto nos homens a distrofia se manifesta.

São classificadas 9 formas principais de distrofia muscular, são elas:

  • Miotônica.
  • Duchernne.
  • Becker.
  • Distrofia muscular cinturas.
  • Distrofia muscular umeral.
  • Congênita.
  • Distrofia muscular óculo faríngea.
  • Distrofia muscular distal.
  • Emery Dreifuss.

O aparecimento da distrofia muscular pode acontecer em qualquer idade e a sua gravidade é determinada pela época de vida em que a doença aparece.

Algumas pessoas com distrofia muscular levam uma vida normal e os sintomas se desenvolvem muito lentamente, enquanto outras podem sentir fraqueza muscular de forma rápida e bem agressiva, levando a debilitação severa.

De acordo com a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, é uma alteração genética muito comum e acomete 1 em cada 2.000 nascidos vivos.

Características dos principais tipos de distrofia muscular

  • Distrofia muscular miotônica:

É a forma mais comum de distrofia em adultos, o nome faz referência a um sintoma chamado miotomia, caracterizado por um prolongado espasmo ou enrijecimento do músculo. A doença provoca fraqueza muscular e afeta:

  • Coração
  • Trato gastrointestinal
  • Olhos
  • Glândulas produtoras de hormônio.
  • Sistema nervoso central.
  • Distrofia muscular Duchenne:

Essa forma é comum em crianças e afeta as pessoas nascidas com cromossomo y, pode aparecer entre as idades de 2 a 6 anos e se caracteriza pela diminuição dos músculos ou pelo seu crescimento lento.

A doença tem progressão variada, mas a maiorias dos pacientes precisam de cadeiras de rodas até chegar à adolescência.

  • Distrofia muscular de Becker:

Essa forma da doença atinge cerca de 30 mil nascimentos masculinos e afeta somente pessoas com cromossomo y. É comum que a doença se manifeste após os 16 anos e sua progressão é lenta. A gravidade da doença é variável e umas das complicações mais comuns são as cardíacas.

  • Distrofia muscular cinturas:

É uma forma muito comum a partir da adolescência e também fase adulta, seus sintomas são:

  1. Fraqueza progressiva que se inicia nos quadris.
  2. Ocorrendo nos braços e pernas.
  • Distrofia muscular facio-escapulo-umeral:

Esse tipo de distrofia muscular atinge ambos os sexos e refere-se aos músculos do rosto, ombros e braços, essa forma da doença tem início na adolescência e idade adulta. Progride lentamente e causa:

  • Dificuldade em andar.
  • Mastigar.
  • Deglutir.
  • Falar

50% das pessoas atingidas com a doença continuam andando e a maioria leva uma vida relativamente normal.

  • Distrofia muscular congênita:

Essa forma se apresenta desde o nascimento, causando fraqueza muscular durante os primeiros meses de vida. Pode provocar convulsões e anomalias neurológicas. Contudo, seu desenvolvimento é lento e não afeta drasticamente a vida do paciente.

  • Distrofia muscular óculo faríngea:

Essa forma da doença envolve fraqueza nos músculos da face e afeta principalmente pessoas acima de 40 anos de ambos os sexos e em casos graves pode causar pneumonias e asfixia.

  • Distrofia muscular distal:

É uma forma mais rara e afeta homens e mulheres na fase adulta, provocando atrofia nos músculos como:

  • Antebraço.
  • Mãos.
  • Pernas.
  • Pés.

Progride de forma lenta e afeta de uma maneira mais branda o seu portador.

  • Distrofia Muscular de Emery Dreifuss.

Essa forma da doença atinge apenas pessoas do sexo masculino e aparece desde a infância até a adolescência. Provoca fraqueza nos ombros, braços e pernas.

As causas da distrofia muscular são derivadas de uma mutação genética específica para cada tipo, algumas são herdadas outras provêm do óvulo da mãe em desenvolvimento.

Tratamento convencional para a distrofia muscular

O tratamento vai depender do tipo de distrofia muscular que o paciente apresentar. Há o acompanhamento com uma equipe de apoio com os profissionais:

  • Neurologista e neuropediatras.
  • Especialistas em reabilitação.
  • Pediatras.
  • Geneticistas.

O principal cuidado no tratamento da distrofia muscular é o monitoramento da progressão da doença e a preservação muscular.

Os Checkups médicos precisam ser regulares e irão medir como os músculos estão trabalhando para entender quais os rumos do tratamento.

Entre os tratamentos comuns estão:

  • Medicamentos esteróides.
  • Alongamentos e exercícios específicos para distrofia muscular com Movimentos Inteligentes.
  • Dispositivo de apoio.

As terapias de apoio visam melhorar à qualidade de vida das pessoas que portam a distrofia muscular.

  • Movimentos Inteligentes – mantêm as articulações flexíveis.
  • Dispositivos de ajuda de mobilidade – bengalas, andadores etc.
  • Bipaps – Ajudam na respiração se o paciente apresentar dificuldades.

Os Movimentos Inteligentes fazem com que o paciente viva em relativo conforto e qualidade de vida, o mais importante é manter o acompanhamento adequado e o tratamento mais indicado para o tipo de distrofia muscular apresentada.

É sempre importante lembrar que a maneira como o paciente se comporta diante dos desafios da doença é fundamental para que haja progresso no tratamento.

Portanto, se você é portador ou conhece alguém que tenha a distrofia muscular mantenha a mente aberta e dê o seu melhor para conseguir viver bem com o prognóstico.

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2 comentários

  1. Eu tenho 58 anos e tenho distrofia muscular de cintura e ombros, não tenho condições de pagar tratamento caros , mas quero muito viver ,gostaria de ser voluntario de algum tratamento ou remedio para esse tipo de doença , ate aplicação de celulas tronco,espero respostas.

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