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O que é a paralisia periódica: causas e tratamentos

E se de repente você começasse a correr…

E se em algum momento essa corrida se transformasse em fraqueza…

E se essa fraqueza se transformasse em paralisia…

E se essa paralisia te impedisse de andar?

E se de repente tudo isso passasse… E você pudesse voltar a correr?

E se?

Pode parecer meio irreal todas essas suposições, certo?

Errado… isso realmente pode acontecer… é raro, mas é possível.

Você já ouviu falar em paralisia periódica?

Essa doença atinge em média 1 entre 200.00 pessoas, ou seja, é bem rara mas pode acontecer com você ou com alguém de sua família!

Hoje você irá conhecer todas as entrelinhas dessa desconhecida, mas impactante doença que causa desconforto e pode ser grave…

Acompanhe.

Paralisia Periódica, o que é?

Paralisia periódica pode ser divida em dois grupos:

  • Tipo 1 ou Hipocalêmica – Que é constituída por formas autossômicas dominantes, onde os genes ligados aos canais de cálcio no cromossomo 1 sofrem mutações.
  • Tipo 2- ou Hipercalêmica – Constituída por mutações no gene ligado aos canais de sódio do cromossomo 17.

Ambas apresentam sintomas muito parecidos.

Casos isolados são relativamente comuns, representam novas mutações e também podem ser apresentados em associação a outros problemas como:

  • Hipertireoidismo
  • Hiperaldosteronismo
  • Uso crônico de esteróides

Alguns indivíduos podem apresentar apenas um episódio durante toda a vida, enquanto outros podem apresentar certa frequência de crises.

Já ataques periódicos podem se iniciar na juventude e normalmente são desencadeados por fatores como:

  • Frio
  • Ingestão de carboidratos
  • Álcool
  • Estresse
  • Repouso pós atividade física

Alguns pacientes podem apresentar fraqueza bulbar e respiratória.

A forma de paralisia periódica familiar é a mais frequente e ocorre com a herança autossômica dominante.

Sinais e sintomas

Alguns indícios podem ajudar no diagnóstico, o mais importante é o relato de um episódio característico sofrido pelo indivíduo.

Durante uma crise de paralisia periódica, a pessoa permanece totalmente desperta, os músculos dos olhos e os responsáveis pela deglutição e respiração não são afetados.

Pode-se dividir a manifestação dos sintomas em:

-Paralisia Hipocalêmica: Normalmente os sintomas aparecem por volta dos 16 anos de idade, mas também pode ocorrer entre 30 e 40 anos, os episódios de fraqueza muscular duram até 24 horas.

O individuo desperta no dia após realizar atividades físicas já com os sinais.

A fraqueza pode ser leve e se manifestar apenas em certos grupos musculares ou afetar todos eles.

Estresse, exposição ao frio e refeições ricas em carboidratos e açúcar também podem ser fatores de desencadeamento de crises.

– Paralisia Hipercalêmica: Geralmente as crises se iniciam a partir dos 10 anos de idade, duram cerca de 15 minutos a uma hora.

A fraqueza nesse grupo da doença é menos severa do que a da forma Hipocalêmica.

O jejum, descanso após exercício físico ou após as refeições podem desencadear as crises.

A miotonia (rigidez muscular causada pela incapacidade de relaxá-los), pode acontecer no corpo e nos olhos.

Paralisia hipocalêmica tirotóxica: Se trata de uma complicação da forma hipocalêmica, onde as crises podem durar horas ou até dias e podem ser desencadeado por exercícios físicos, estresse, ingestão de alimentos ricos em carboidratos.

O paciente apresenta sintomas de hipertireoidismo como:

  • Ansiedade
  • Tremores
  • Palpitações
  • Intolerância ao calor

Prevenção e tratamento

  • Os pacientes com a forma hipocalêmica podem tomar cloreto de potássio na veia durante uma crise. Com isso os sintomas melhoram consideravelmente em até uma hora.

Os pacientes com a paralisia periódica hipocalêmica devem evitar alimentos ricos em carboidratos, sal e álcool, após período de repouso e também exercícios físicos intensos.

  • Já os indivíduos com paralisia da forma hipercalêmica devem fazer exercícios físicos leves ou ingerir alimentos ricos em carboidratos, a fim de interromper uma crise
  • O paciente com paralisia Tirotóxica costuma tomar cloreto de potássio e fica em observação médica, já que essa forma é uma complicação da doença.

Uma maneira de prevenir as crises é através dos Movimentos Inteligentes que ajudam o seu corpo e a sua mente a se alinharem de forma correta no intuito, tanto de prevenir problemas, como de tratá-los.

Veja um vídeo agora mesmo…

Convivendo com a paralisia periódica

Assim que a doença for diagnosticada, o paciente deve entender que a melhor maneira de conviver com a doença é o evitamento das crises.

Portanto, manter os níveis de potássio controlados e ter uma vida com hábitos adequados ao prognóstico é a melhor solução.

A paralisia periódica é muito rara, assim se torna popularmente desconhecida por muitas pessoas, então sempre mantenha com você informações sobre a patologia que possui e o que deve ser feito em casos de crise, isso poderá facilitar a sua vida.

A vida é muito breve e deve ser vivida da melhor maneira possível.

Lembre-se que atitudes e pensamentos positivos melhoram a sua qualidade de vida. E que através dos movimentos inteligentes você pode sim, prevenir, tratar e fortalecer seu corpo e sua mente!

E quando se sentir de certa forma fracassado ou impotente por ter crises que comprometem seus movimentos, reflita…

Seu estado é passageiro e seus movimentos irão voltar, assim terá a possibilidade de uma vida normal e saudável novamente…

A paralisia periódica se bem tratada, pode causar impacto mínimo nas suas atividades diárias e assim você pode manter o foco no que realmente interessa: viver a vida de maneira intensa e completa.

Então, se você possui ou conhece alguém que possua a paralisia periódica, conheça o Movimento Inteligente e assim poderá ter uma vida normal e feliz!

Sobre Kelly Lemos

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